terça-feira, 27 de julho de 2010

Despedida de Paulo Moura

Paulo Moura, tocando na clínica no último sábado ("Doce de Côco - Jacob), com Wagner Tiso e Daniela Spielmann.

http://vimeo.com/13307593

(garimpado no site da SoJazz - Sociedade para Apreciação do Jazz)


Despedida from Eduardo Escorel on Vimeo.

sábado, 24 de julho de 2010

Solano Trindade


Hoje é aniversário de nascimento de Solano Trindade: "O Poeta Negro". Também pintor, teatrólogo, cineasta, ator, folclorista e acima de tudo um cidadão sensível à luta cotidiana dos que resistem às agruras da vida. Ativista pela valorização da cultura popular brasileira foi amigo e companheiro de luta de Abdias Nascimento, Haroldo Costa, entre outros e um dos pais do Teatro Popular Brasileiro.

Nasceu no Recife, mas viveu em Embu, em São Paulo e em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, RJ. Neste poema, um pouco do seu cotidiano e da gente sofrida que vive e trabalha naquele município.


TEM GENTE COM FOME


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Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Piiiiii
Estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuuu

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Estreando a adega do Boteco

Para estrear a adega, coloco aqui algumas observações sobre um vinho que degustei nesta semana. Trata-se do argentino Partida Limitada 2002, da uva bonarda, produzido pela Nieto Senetiner. A uva bonarda é considerada uma uva de estrutura simples, com a origem na região dos Alpes, entre a Itália e a França, o que levanta dúvidas sobre a exatidão da sua nacionalidade. A bonarda não é considerada uma "uva de primeira grandeza", do mesmo estatus da Cabernet Sauvignon ou de uma Merlot. Na Europa é utilizada, geralmente para a produção de “vinhos de mesa” e mesmo na Argentina, apesar de ser a segunda cepa mais cultivada depois da Malbec é utilizada na produção de vinhos mais medíocres. No entanto, na Argentina há uma tentativa de de se produzir vinhos de qualidade com esta uva e o Partida Limitada é uma destas apostas.

De boa estrutura este Partida Limitada, safra 2002 é um vinho que suportaria mais alguns anos de guarda. No entanto, ele promete mais no nariz, onde se percebe frutas vermelhas e avelãs, do que na boca onde não se consegue perceber um bom equilíbrio e um final que impressione e que seria esperado dos vinhos de qualidade na mesma faixa de preço da mesma região. A garrafa e o aroma acabam gerando uma expectativa maior do que o seu conteúdo.






quarta-feira, 14 de julho de 2010

Como James Brown tornou-se um militante negro

Say It Loud – I’m Black and I’m Proud

(James Brown, 1968)

Recém-lançado no Brasil, o livro O Dia em Que James Brown Salvou a Pátria (ed. Zahar), do jornalista James Sullivan, biografa o principal formulador do funk norte-americano a partir de um episódio crucial: a influência que o furacão Brown exerceu sobre a população negra dos Estados Unidos nos dias que se seguiram ao assassinato do reverendo Martin Luther King Jr. em 4 de abril de 1968.

Dbking @ Flickr


Brown se apresenta em evento do All Star Game, da NBA, em 2001

Pode parecer a princípio um mero mergulho no passado histórico da nação ao norte. Mas de modo indireto o livro, originalmente nomeado The Hardest Working Man (How James Brown Saved the Soul of America), tem muito a dizer e revelar para leitores do Brasil de 2010, que se acostumam, aos poucos e aos sobressaltos, a encarar questões sensíveis como cotas, políticas afirmativas, reparação, direitos civis, reivindicações de minorias.

A trama gira em torno de um tenso show do cantor e compositor sulista (de Barnwell, Carolina do Sul) na cidade nortista de Boston, um dia após a morte do militante pelos direitos civis Luther King, quando a população negra dos EUA estava conflagrada e ensaiava levantes por vezes violentos país adentro. Após nervosas negociações de gabinete, decidiu-se que a apresentação seria exibida ao vivo (e a seguir reprisada) pela TV local.
Para alguns, esse estratagema teria servido para manter a população em casa, fixada nos quadris do astro pop, garantindo assim a pacificação das ruas da cidade (os tradutores do título em português desmontam ambiguidades e compram essa hipótese, ainda que em 5 de julho de 1968 Brown pudesse no máximo ter salvo Boston, e não a pátria inteira). Para outros, igualmente contemplados no livro, aquele ato significaria a cooptação do cantor pelo poder branco – integrantes do movimento negro deixariam ali de chamá-lo de “Irmão Número 1 do Soul”, trocando a alcunha para “Irmão Vendido Número 1”.
Sullivan documenta a grande viagem empreendida por Brown nos anos 1960, de artista restrito ao público negro a poderoso comunicador e proprietário de três estações de rádio – mas, também, de homem inconsciente de sua própria identidade negra a militante e coinventor do “black power”. Mesmo para quem defende que o Brasil não é racista em 2010, há de doer a constatação crua da discriminação explícita e da segregação profunda vigentes nos EUA nos primeiros anos daquela década, menos de 50 anos atrás. “As celebridades negras costumavam obter mais destaque quando suas personalidades eram menos desafiadoras”, afirma o autor a certa altura.

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Fonte: Operamundi

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Enquanto há Mick, há esperança...


Depois de afundar as seleções dos EUA, Inglaterra, Brasil e Argentina, parece que Mick Jagger vai trabalhar na campanha de Dilma Rousseff para 2010.


Tormentos de São Jerônimo


Em 1660, o pintor já antecipava alguns dos tormentos atuais. São Jerônimo, sábio que era, retirou-se ao deserto para estudar e meditar. Mas nem mesmo lá livrou-se da Grande Vuvuzela. O leão ao fundo representa a África do Sul, claro. Ou seria o Dunga?


Enviado por Helion Póvoa

domingo, 11 de julho de 2010

On top of the world: Why Brazil is booming

AFP/ GETTY IMAGES
Blessed in show: The refurbished Christ the Redeemer statue at the Corcovado hill, in Rio de Janeiro

By David Usborne

Friday, 9 July 2010

It is a 100th birthday party in a well-to-do postcode of Sao Paulo, where the house of our journalist host – he and another writer pal are actually each turning 50 – slips graciously down a slope to a terrace and the chatter is nearly all politics. Then the DJ cuts the music in the middle of a samba everyone knows. They reflexively fill in: "Ò coisinha tão bonitinha do papai" – "Oh daddy's beautiful little thing".

Not everything in Brazil is beautiful. Not the slums, or favelas, which ring cities like this one or Rio de Janeiro, or last Saturday's national glee when Argentina – neighbour and perennial rival – crashed out of the World Cup one day after the Brazilian squad's humiliating Dutch demise. ("Que desgraca!" squealed an old man when the stricken face of Diego Maradona filled the TVs in a bar on Sao Paulo's Teodoro Street.)

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Fonte: The Independent

O "polvo" quer...?


Peppino di Capri

Vale a pena checar...enviada por um amigo que é fã!

Raridade de 1973 (ano em que nasci!).

Valeu, Zé...


Cenas do filme: Cronicamente Inviável, de Sergio Bianchi

O filme nos ajuda a entender a "lógica" torta do nosso cotidiano. Sérgio Bianchi coloca o dedo na nossa ferida e o espelho do Brasil na nossa cara através de uma narrativa irônica das estruturas que nos rodeiam.

Duas partes interessantes:

A ditadura da felicidade



O Carnaval


sábado, 10 de julho de 2010

La Traviata: improviso no mercadão...

Sábado, 24 de abril de 2010, uns 30 membros da Opera Company of Philadelphia Chorus reproduziram La Traviata no Reading Terminal Market Italian Festival.

Camuflados no meio da multidão, os artistas surpreenderam e impressionaram o público presente...vejam as caras de surpresa.


¡Salsa con "sabor" clásico!

Pra quem gosta de clássicos...e de salsa...
Bem bacana...





quinta-feira, 1 de julho de 2010

O povo não é bobo...

A combinação Dunga-internet está prestando um serviço inestimável à nossa sociedade. Permitiu que o grito reprimido na garganta durante tanto tempo ganhasse novos caminhos e, acima de tudo, encontrasse eco tornando-o cada vez mais forte. São caminhos sem volta.