segunda-feira, 27 de setembro de 2010

"Gosto deste Brasil que estou vendo"

“Eu gosto daqui, deste lugar, deste Brasil que eu estou vendo”. Foi dessa forma que o ator portorriquenho Benício Del Toro qualificou a visita que faz ao país, durante entrevista exclusiva ao Opera Mundi em frente ao hotel em que esteve hospedado em São Paulo.

A todo momento em que alguém que prendia sua atenção na rua, o ator interrompia a conversa para observar. Lia palavras em português escritas no muro e perguntava o significado de cada uma. Foram cinco cafés, um misto quente e muitos copos de água até que o astro de Hollywood se sentisse à vontade e abrisse um pouco mais de sua vida, mesclando uma conversa em inglês e espanhol.

Priscila Pagliuso

Del Toro: “Acho importante tudo o que está acontecendo na América Latina nos últimos tempos”

Leia toda a entrevista no sítio do Opera Mundi

sábado, 25 de setembro de 2010

Título histórico do Botafogo em 1910 completa 100 anos

O ano de 1910 é marcante para a história do Botafogo. Tanto que é destacado no hino do clube, composto por Lamartine Babo. Naquele ano, o então Botafogo Football Club ganhou o Campeonato Carioca. Considerado, na época, o primeiro título do Alvinegro. A conquista de 1907 só seria oficializada 89 anos depois, em 1996.

A histórica conquista de 1910 se torna centenária neste sábado. Em 25 de setembro de 1910, o Alvinegro goleou o Fluminense por 6 a 1 e assegurou o título com uma rodada de antecipação.

A campanha do Botafogo há cem anos começou com um tropeço: derrota para o América por 4 a 1. Mas a partir da segunda rodada, a equipe fez uma campanha impecável, vencendo os nove jogos restantes, demonstrando um grande poder ofensivo. Em dez partidas, foram 66 gols marcados e apenas nove sofridos.

Goleadas não faltaram. A maior vitíma foi o Riachuelo, que perdeu por 9 a 1 no primeiro turno. E sofreu uma derrota ainda maior no returno: Botafogo 15 a 1. Com direito a sete gols de Abelardo de Lamare.

O atacante foi o artilheiro da competição, com 22 gols. Três marcados no jogo decisivo contra o Fluminense, disputado no antigo campo localizado na Rua Voluntários da Pátria. Décio Viccari (dois) e Mimi Sodré marcaram os outros tentos alvinegros. Lulu Rocha fez, contra, o gol de honra do Flu.

No dia seguinte, manchetes na imprensa carioca destacavam o feito do Botafogo, chamando-o de “Glorioso campeão de 1910″. Surgia então, há 100 anos, o apelido que acompanha o clube até hoje.

Campanha do Botafogo no Carioca de 1910

Jogos – 10
Vitórias – 9
Derrota – 1
Gols pró – 66
Gols sofridos – 9
Saldo de gols – 57

22/5 – América 4 x 1 Botafogo
5/6 – Botafogo 9 x 1 Riachuelo
26/6 – Fluminense 1 x 3 Botafogo
3/7 – Botafogo 7 x 0 Haddock Lobo
10/7 – Botafogo 6 x 0 Rio Cricket
7/8 – Rio Cricket 0 x 5 Botafogo
4/9 – Riachuelo 1 x 15 Botafogo
11/9 – Botafogo 3 x 1 América
25/9 – Botafogo 6 x 1 Fluminense
2/10 – Haddock Lobo 0 x 11 Botafogo

Jogo do título:

Botafogo 6 x 1 Fluminense

Data: 25/9/1910
Local: Rua Voluntários da Pátria
Árbitro: A. W. Hassell
Gols: Abelardo de Lamare (3), Décio Viccari (2), Mimi Sodré (Botafogo) e Lulu Rocha (contra)
Botafogo: Coggin, Edgard Pullen e Dinorah; Rolando de Lamare, Lulu Rocha e Lefévre; Emmanuel Sodré, Abelardo de Lamare, Décio Viccari, Mimi Sodré e Lauro Sodré.
Fluminense: Waterman, Ernesto Paranhos e Félix Frias; Nery, Gallo e Mutzenbecher; Millar, Oswaldo Gomes, Edwin Cox, Gilbert Hime e Alberto Borgerth.

Classificação:

1) Botafogo – 18 pontos
2) Fluminense – 15
3) América – 14
4) Riachuelo – 6
5) Rio Cricket – 5
6) Haddock Lobo – 2

Fonte: Memória F.C


domingo, 12 de setembro de 2010

CONCEIÇÃO ABRE O VERBO


"...Do ponto de vista da operação fiscal, o Serra é ortodoxo, e isso é ruim. Ele quer acelerar a contração do gasto público. No fundo, ele não leva a sério as políticas de bem-estar social, a universalização da educação, da saúde, que tornaram o Orçamento mais pesado. Se cortar, não se pode fazer nada de política universal, tem que ficar só com política para pobre.

Mas não há dúvida de que o Serra também é desenvolvimentista do ponto de vista industrial. O problema dele são os programas sociais, o aumento da Previdência, do salário mínimo, todas as medidas de alcance social mais profundo que o Lula tomou.

Desindustrialização houve no governo deles, do Fernando Henrique, com uma política de câmbio completamente irresponsável, uma taxa de juros alta, que começou a afrouxar a partir do segundo mandato.

O problema de agora é que, com a crise mundial, o dólar desvalorizou e todas as moedas valorizaram, exceto a moeda chinesa, que está amarrada ao dólar e controlada, com controle de capitais. O resto foi para o diabo. Agora é um problema de valorização e isso não afeta as exportações. Isso afeta as importações, que estão disparando. A gente não sabe se estão disparando como reação apenas ao câmbio ou à recuperação da economia. Eu acho que são os dois. A indústria sofreu um abalo em 2009, e neste ano recuperou com muita força. Agora está desacelerando. Tem que estar sempre avaliando..."

(Maria da Conceição Tavares; Folha; 12-09)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Entidades denunciam extermínio da juventude negra

Movimentos sociais e organizações populares promoveram, na terça-feira (06), o “Dia de Denúncia do genocídio da população negra e pobre de São Paulo”. Para marcar a data, uma comissão organizada pelas entidades entregou, a várias instituições, um dossiê contendo denúncias de torturas e assassinatos de jovens negros e pobres pela Polícia Militar no estado de São Paulo.

O membro do Conselho-geral da UNEafro Brasil Douglas Belchior explica que a iniciativa faz parte de uma campanha permanente de denúncia contra o Estado, acusado pelos movimentos de executar, por meio de suas polícias, ações violentas nas periferias. “O Estado de São Paulo e seus governos têm tido uma atitude irresponsável” , afirma.

A comissão foi acompanhada por Maria Aparecida de Oliveira Menezes, mãe do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, espancado até a morte por quatro PMs em frente à sua casa, na zona sul de São Paulo, em maio deste ano.

Dossiê

As entidades levaram o dossiê ao Ministério Público de São Paulo, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Arquidiocese de São Paulo, Federação Israelita do Estado e Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.

De acordo com Belchior, o grupo foi acolhido e pôde apresentar a campanha em todas as instituições, com exceção do Palácio do Governo.

Ele relata que a comissão tentou entregar o dossiê pessoalmente ao governador Alberto Goldman (PSDB), que estava no local, mas o grupo não foi recebido.

O secretário da Casa Civil, Luiz Antonio Guimarães Marrey, também não recebeu o grupo, e ainda recomendou, segundo o membro da UNEafro, que a questão fosse discutida na Secretaria da Segurança Pública. O dossiê só pôde ser entregue ao Assessor Especial do Governador, José Carlos Tonin. “É assim que o governo trata o povo, como caso de segurança pública, de
polícia”, lamenta.

Na semana passada, o dossiê havia sido entregue à Defensoria Pública de SP, a Secretaria Especial de Direitos Humanos em Brasília e ao Setorial de Defesa de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O mesmo documento foi protocolado junto à Comissão Especial de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, em audiência pública no dia 9 de junho.

Mobilização continua

Apesar de não receber a atenção do Palácio dos Bandeirantes, Belchior considera que a mobilização foi positiva para a campanha, que deve ganhar novas forças. “Todas [as entidades] se colocaram á disposição para somar nessa nossa luta”, afirma.

Além de dados oficiais sobre violência policial e de relatos de abusos e arbitrariedades, o dossiê pede a exoneração imediata do Secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, e do comandante geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Camilo.

As próximas iniciativas da campanha, de acordo com Belchior, são o encaminhamento das denúncias a cortes internacionais, como a própria OEA. Além disso, ele ressalta a necessidade de promover mobilizações junto às periferias, a fim de conscientizar os jovens sobre a urgência das lutas. “Não é possível esperar nem mais um dia para que cesse essa situação”, ressalta.

Fazem parte da campanha Uneafro Brasil, Movimento Negro Unificado (MNU),Tribunal Popular, Amparar, Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN), entre outras organizações.

Segundo o dossiê, pelo menos 11 mil mortes foram classificadas como “auto de resistência” (como são denominados os óbitos ocorridos em confrontos) em São Paulo e no Rio de Janeiro entre 2003 e 2009.

Patrícia Benvenuti

terça-feira, 27 de julho de 2010

Despedida de Paulo Moura

Paulo Moura, tocando na clínica no último sábado ("Doce de Côco - Jacob), com Wagner Tiso e Daniela Spielmann.

http://vimeo.com/13307593

(garimpado no site da SoJazz - Sociedade para Apreciação do Jazz)


Despedida from Eduardo Escorel on Vimeo.

sábado, 24 de julho de 2010

Solano Trindade


Hoje é aniversário de nascimento de Solano Trindade: "O Poeta Negro". Também pintor, teatrólogo, cineasta, ator, folclorista e acima de tudo um cidadão sensível à luta cotidiana dos que resistem às agruras da vida. Ativista pela valorização da cultura popular brasileira foi amigo e companheiro de luta de Abdias Nascimento, Haroldo Costa, entre outros e um dos pais do Teatro Popular Brasileiro.

Nasceu no Recife, mas viveu em Embu, em São Paulo e em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, RJ. Neste poema, um pouco do seu cotidiano e da gente sofrida que vive e trabalha naquele município.


TEM GENTE COM FOME


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Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Piiiiii
Estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Só nas estações
quando vai parando
lentamente começa a dizer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
se tem gente com fome
dá de comer
Mas o freio de ar
todo autoritário
manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuuu

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Estreando a adega do Boteco

Para estrear a adega, coloco aqui algumas observações sobre um vinho que degustei nesta semana. Trata-se do argentino Partida Limitada 2002, da uva bonarda, produzido pela Nieto Senetiner. A uva bonarda é considerada uma uva de estrutura simples, com a origem na região dos Alpes, entre a Itália e a França, o que levanta dúvidas sobre a exatidão da sua nacionalidade. A bonarda não é considerada uma "uva de primeira grandeza", do mesmo estatus da Cabernet Sauvignon ou de uma Merlot. Na Europa é utilizada, geralmente para a produção de “vinhos de mesa” e mesmo na Argentina, apesar de ser a segunda cepa mais cultivada depois da Malbec é utilizada na produção de vinhos mais medíocres. No entanto, na Argentina há uma tentativa de de se produzir vinhos de qualidade com esta uva e o Partida Limitada é uma destas apostas.

De boa estrutura este Partida Limitada, safra 2002 é um vinho que suportaria mais alguns anos de guarda. No entanto, ele promete mais no nariz, onde se percebe frutas vermelhas e avelãs, do que na boca onde não se consegue perceber um bom equilíbrio e um final que impressione e que seria esperado dos vinhos de qualidade na mesma faixa de preço da mesma região. A garrafa e o aroma acabam gerando uma expectativa maior do que o seu conteúdo.






quarta-feira, 14 de julho de 2010

Como James Brown tornou-se um militante negro

Say It Loud – I’m Black and I’m Proud

(James Brown, 1968)

Recém-lançado no Brasil, o livro O Dia em Que James Brown Salvou a Pátria (ed. Zahar), do jornalista James Sullivan, biografa o principal formulador do funk norte-americano a partir de um episódio crucial: a influência que o furacão Brown exerceu sobre a população negra dos Estados Unidos nos dias que se seguiram ao assassinato do reverendo Martin Luther King Jr. em 4 de abril de 1968.

Dbking @ Flickr


Brown se apresenta em evento do All Star Game, da NBA, em 2001

Pode parecer a princípio um mero mergulho no passado histórico da nação ao norte. Mas de modo indireto o livro, originalmente nomeado The Hardest Working Man (How James Brown Saved the Soul of America), tem muito a dizer e revelar para leitores do Brasil de 2010, que se acostumam, aos poucos e aos sobressaltos, a encarar questões sensíveis como cotas, políticas afirmativas, reparação, direitos civis, reivindicações de minorias.

A trama gira em torno de um tenso show do cantor e compositor sulista (de Barnwell, Carolina do Sul) na cidade nortista de Boston, um dia após a morte do militante pelos direitos civis Luther King, quando a população negra dos EUA estava conflagrada e ensaiava levantes por vezes violentos país adentro. Após nervosas negociações de gabinete, decidiu-se que a apresentação seria exibida ao vivo (e a seguir reprisada) pela TV local.
Para alguns, esse estratagema teria servido para manter a população em casa, fixada nos quadris do astro pop, garantindo assim a pacificação das ruas da cidade (os tradutores do título em português desmontam ambiguidades e compram essa hipótese, ainda que em 5 de julho de 1968 Brown pudesse no máximo ter salvo Boston, e não a pátria inteira). Para outros, igualmente contemplados no livro, aquele ato significaria a cooptação do cantor pelo poder branco – integrantes do movimento negro deixariam ali de chamá-lo de “Irmão Número 1 do Soul”, trocando a alcunha para “Irmão Vendido Número 1”.
Sullivan documenta a grande viagem empreendida por Brown nos anos 1960, de artista restrito ao público negro a poderoso comunicador e proprietário de três estações de rádio – mas, também, de homem inconsciente de sua própria identidade negra a militante e coinventor do “black power”. Mesmo para quem defende que o Brasil não é racista em 2010, há de doer a constatação crua da discriminação explícita e da segregação profunda vigentes nos EUA nos primeiros anos daquela década, menos de 50 anos atrás. “As celebridades negras costumavam obter mais destaque quando suas personalidades eram menos desafiadoras”, afirma o autor a certa altura.

Continue

Fonte: Operamundi

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Enquanto há Mick, há esperança...


Depois de afundar as seleções dos EUA, Inglaterra, Brasil e Argentina, parece que Mick Jagger vai trabalhar na campanha de Dilma Rousseff para 2010.


Tormentos de São Jerônimo


Em 1660, o pintor já antecipava alguns dos tormentos atuais. São Jerônimo, sábio que era, retirou-se ao deserto para estudar e meditar. Mas nem mesmo lá livrou-se da Grande Vuvuzela. O leão ao fundo representa a África do Sul, claro. Ou seria o Dunga?


Enviado por Helion Póvoa

domingo, 11 de julho de 2010

On top of the world: Why Brazil is booming

AFP/ GETTY IMAGES
Blessed in show: The refurbished Christ the Redeemer statue at the Corcovado hill, in Rio de Janeiro

By David Usborne

Friday, 9 July 2010

It is a 100th birthday party in a well-to-do postcode of Sao Paulo, where the house of our journalist host – he and another writer pal are actually each turning 50 – slips graciously down a slope to a terrace and the chatter is nearly all politics. Then the DJ cuts the music in the middle of a samba everyone knows. They reflexively fill in: "Ò coisinha tão bonitinha do papai" – "Oh daddy's beautiful little thing".

Not everything in Brazil is beautiful. Not the slums, or favelas, which ring cities like this one or Rio de Janeiro, or last Saturday's national glee when Argentina – neighbour and perennial rival – crashed out of the World Cup one day after the Brazilian squad's humiliating Dutch demise. ("Que desgraca!" squealed an old man when the stricken face of Diego Maradona filled the TVs in a bar on Sao Paulo's Teodoro Street.)

Continue

Fonte: The Independent

O "polvo" quer...?


Peppino di Capri

Vale a pena checar...enviada por um amigo que é fã!

Raridade de 1973 (ano em que nasci!).

Valeu, Zé...


Cenas do filme: Cronicamente Inviável, de Sergio Bianchi

O filme nos ajuda a entender a "lógica" torta do nosso cotidiano. Sérgio Bianchi coloca o dedo na nossa ferida e o espelho do Brasil na nossa cara através de uma narrativa irônica das estruturas que nos rodeiam.

Duas partes interessantes:

A ditadura da felicidade



O Carnaval


sábado, 10 de julho de 2010

La Traviata: improviso no mercadão...

Sábado, 24 de abril de 2010, uns 30 membros da Opera Company of Philadelphia Chorus reproduziram La Traviata no Reading Terminal Market Italian Festival.

Camuflados no meio da multidão, os artistas surpreenderam e impressionaram o público presente...vejam as caras de surpresa.


¡Salsa con "sabor" clásico!

Pra quem gosta de clássicos...e de salsa...
Bem bacana...





quinta-feira, 1 de julho de 2010

O povo não é bobo...

A combinação Dunga-internet está prestando um serviço inestimável à nossa sociedade. Permitiu que o grito reprimido na garganta durante tanto tempo ganhasse novos caminhos e, acima de tudo, encontrasse eco tornando-o cada vez mais forte. São caminhos sem volta.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

The Shadow of your Smile




Depois da assistir ao documentário do Simonal, onde ele canta a música juntamente com Sarah Vaughan, fui ao youtube dar uma pesquisada em algumas das outras interpretações desta belíssima canção.
A do Jhonny Mathis talvez seja a mais "popular" e marcante. Há também a do Steve Wonder que consegue carregar a música de energia através da sua voz. A guitarra de George Benson confere um tom ainda mais melancólico à música, mas ambém fica interessante. Bom, preferi postar a interpretação da estadunidense Gigi MacKenzie, exatamente por ser menos melancólica, pois não estou na fossa, afinal uma música dessas num momento destes pode ser fatal, rssss.

jhenrique
rio de janeiro

terça-feira, 22 de junho de 2010

Guerra Fria, James Cameron, Oliver Stone e Wilson Simonal


Além de aliviar a tensão que rondava o planeta em torno de um possível cataclismo nuclear, o fim da Guerra Fria vem eliminando ao longo do tempo o ranço ideológico que impregnava todos os posicionamentos políticos e enquadrava tudo e todos em um dos dois pólos ideológicos: capitalismo x socialismo. Este mecanicismo contribuiu para rotular e intimidar o pensamento de muita gente que poderia contribuir para o bom debate político e criar contra-discursos. Se o dito "pensamento único" ganhou força com a desintegração da URSS, a ponto de decretarem o "fim da História", (pode?), por outro lado, ninguém mais pode ser acusado de estar a serviço da KGB por fazer um filme, escrever um livro ou dar uma entrevista com uma visão mais crítica da realidade.
É nesta esteira de transformações políticas que surgem filmes como Avatar, de James Cameron, que muito longe de ser um "filme-cabeça" e mesmo atendendo a uma estética blockbuster, dá uma boa cutucada no establishment estadunidense ao colocar na berlinda a perversa parceria entre Governo, Forças Armadas, indústria bélica e interesses empresariais que ao longo da História vêm atropelando a soberania de vários povos ao redor do mundo para garantir seus interesses políticos e econômicos.
Outro exemplo vem do documentário Ao Sul da Fronteira (South of the border) realizado pelo cineasta Oliver Stone sobre governos de esquerda da América Latina. Podemos dizer que é um fillme engajado, apesar da extensa filmografia do cineaste na abordagem de temas políticos.
Ambos não teriam ousado tanto há tempos atrás sem serem acusados de comunistas enrustidos.
Ah...e o que dizer de Michael Moore? Se ele fosse contemporâneo do velho Joseph McCarthy teria sido enviado para a cadeira elétrica, rsss.




Foi nesta onda que o Brasil enterrou um dos seus maiores talentos: Wilson Simonal. Um fenômeno artístico nas décadas de 60 e 70, mas que se envolveu numa contenda político-policial que acabou lhe custando a carreira. Como diz um amigo meu que viveu bem aquela época: "naquele tempo todo mundo tinha que ter um lado" e parece que o Simonal deu uma derrapada. Fosse hoje e provavelmente a história do Simonal teria sido outra. Aliás, nesta quinta, 24/06, às 22h, o Canal Brasil reprisa o documentário: Ninguém Sabe o Duro que Dei, que aborda a trajetória do artista e tudo o que envolveu a polêmica em torno do Simonal.





jhenrique
Rio de Janeiro

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago



" A falsidade central deste modelo reside no fato de que o poder econômico é o mesmo que o poder político. O único antídoto para reverter esse mau funcionamento da democracia é construir uma sociedade crítica que não se limite a aceitar as coisas pelo que elas parecem ser e depois não são, mas se faça perguntas e diga não sempre que for preciso dizer não. Para isso, é urgente voltar à filosofia e à reflexão"

(José Saramago -1922 -2010 - Carta Maior)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Uma homenagem ao Botafogo, ao Rio de Janeiro e de quebra ao meu amigo Vitor que está na Terra do Reggaeton

Taí um "pacote" de emoções em apenas um clipe. Só a introdução já dá uma mostra do quanto esse cara é importante em Porto Rico!



Daddy Yankee, cantor famoso mundialmente por ser um dos símbolos do reggaeton (um estilo musical que mistura reggae com hip hop), usou um grito da torcida do Botafogo na música que gravou em homenagem à Copa da África. No hit “Grito Mundial”, o cantor usa um trecho da torcida alvinegra cantando “e ninguém cala esse nosso amor”. O single está no novo CD do porto-riquenho e o vídeo foi gravado no Brasil no início do ano.

Fonte: Blog Primeira Mão


Cornel Ronald West quotes:



"I cannot be an optimist but I am a prisoner of hope."

"Empathy is not simply a matter of trying to imagine what others are going through, but having the will to muster enough courage to do something about it. In a way, empathy is predicated upon hope."


“A fully functional multiracial society cannot be achieved without a sense of history and open, honest dialogue.”

"I have tried to be a man of letters in love with ideas in order to be a wiser and more loving person, hoping to leave the world just a little better than I found it."

"You can't lead the people if you don't love the people. You can't save the people if you don't serve the people."

"Music at its best...is the grand archeology into and transfiguration of our guttural cry, the great human effort to grasp in time our deepest passions and yearnings as prisoners of time. Profound music leads us--beyond language--to the dark roots of our scream and the celestial heights of our silence. "

(civil rights activist, professor of Princeton University)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Se o Serra ganhasse o que ele faria?


Façamos um exercício de ficção político-cientifica. O que Serra faria se ganhasse?

- Tiraria o Brasil do Mercosul

- Assinaria um Tratado de Livre Comércio com os EUA

- Tiraria o Brasil do Banco do Sul

- Baixaria totalmente o perfil do Brasil em Unasul, no Conselho Sulamericano de Defesa e na Comunidade dos Paises da América Latina e do Caribe

- Promoveria uma aproximação privilegiada do Brasil com o México, a Colômbia, o Peru e o Chile

- Tiraria o Brasil dos Brics

-  Nomearia Celso Lafer para o Ministério de Relações Exteriores e Rubem Barbosa para Embaixador nos EUA

- Paulo Renato, para reiniciar a privataria na educação

- Katia Abreu, para levar adiante a modernização da agricultura brasileira

- Privatizaria a Caixa Econômica Federal, a Petrobras e o Banco do Brasil

- Colocaria um oficial da PM paulista para dirigir o Ministério da Segurança

- FHC como Embaixador em Paris

- Romperia relações com o Irã, a Bolívia e a Venezuela

- Compraria assinaturas da Veja para todas as repartições publicas e instituições federais

- Arnaldo Jabor para o Ministério de Comunicações

- Diogo Mainardi para cônsul em Veneza

- Artur Virgilio para dirigir a Zona Franca de Manaus

- Roberto Freire para Ministro da Pesca.

Do Blog do Emir
Obs.: A foto foi por minha conta....

jhenrique
Rio de Janeiro

Pra mexer com uns e outros aqui..."A escolha de Sofia"!

A Escolha de Sofia (segundo Wikipedia)

Sophie's Choice (A Escolha de Sofia) é filme de 1982, do gênero drama, dirigido e roteirizado por Alan J. Pakula e baseado no romance de 1979 de William Styron.

Trata do dilema de "Sofia", uma mãe polonesa, filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra e que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus filhos para ser morto. Se ela se recusasse a escolher um, todos os filhos seriam mortos. Essa história dramática é contada em 1947 ao jovem "Stingo", um aspirante a escritor e que vai morar no Brooklyn, na casa de "Yetta Zimmerman", onde ele acaba tendo Sofia como sua vizinha.

Oscar 1983 (EUA)
Venceu na categoria de melhor atriz (Meryl Streep).
Indicado nas categorias de melhor fotografia, melhor figurino, melhor trilha sonora original e melhor roteiro adaptado.
Globo de Ouro 1983 (EUA)
Venceu na categoria de melhor atriz de cinema (Meryl Streep). Indicado nas categorias de melhor filme - drama e novo astro do ano em cinema (Kevin Kline).

Agora, segundo Rodrigo Constantino:

http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2009/12/serra-ou-dilma-escolha-de-sofia.html

terça-feira, 8 de junho de 2010

Votação para o nome do Blog

Aos autores:
Que nome vc gostaria para esse Blog:

1, Papo de Boteco SA
2, Miscelanea
3, ???

A quem quiser comentar:
Vote com o seu comentário!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Danton e a burka



Dia desses assisti ao filme Danton - O Processo da Revolução. Uma obra prima do cinema. Além da relevância histórica, pois trata de um período da Revolução Francesa, o filme vale pela atuação soberba de Gérard Xavier Depardieu. O filme nos ajuda mais uma vez a entender porque a França está há muito tempo no centro das transformações políticas da Europa e do mundo.

Nos últimos meses o governo do reacionário Nicolás Sarkozy, filho de um imigrante húngaro anticomunista, vem tentando aprovar uma lei que proíbe o uso de véus integrais (leia-se burka) em espaços públicos. Mais um turbilhão político no país que se refundou sob os princípios da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e foi palco de tantos outros eventos históricos importantes, como o Maio de 1968. Assim como no filme, que mostra a contradição entre esses princícios e a perseguição e a morte (na guilhotina) de supostos contrarevolucionários, entre eles o popular Georges Jacques Danton, a França de hoje persegue os imigrantes, principalmente os muçulmanos, sob o pretexto de defenderem estes mesmos princípios republicanos.
Com a proximidade das eleições, o que está em jogo na verdade é a intenção da direita em faturar os votos dos eleitores mais conservadores que apóiam medidas antiimigratórias (apesar do fato de que a maioria das mulheres que usam as burkas terem nascido na França).

Como diz Jean François Lacroix (1754-1794), um dos deputados executados junto com Danton, na prisão, referindo-se ao sujo processo usado para condená-los: "Seremos mortos porque o nosso processo é político. E a política nunca significa justiça".

Assista na Globonews a um programa especial sobre a Lei da Burka.

jhenrique
Rio de Janeiro